Este voltar à Sobreira está a penetrar fundo na minha vida. O pensamento enche-se de memórias há muito abandonadas e até eu me espanto com o que me vem à lembrança. Na realidade, foram os tempos da escola primária que mais novidade e mais apego me deu à minha terra de nascimento. Ainda hoje, passados …
E voltei à Sobreira – 2
Texto acabado de publicar no jornal “Ecos da Sobreira”, a minha terra natal. Quando pensei voltar a escrever para o jornal, a primeira ideia que me veio foi lembrar as muitas mudanças que moldaram a minha história desde os tempos de gaiato pelas ruas do Ripanso. São muitas as peripécias que fazem a nossa vida! …
E voltei à Sobreira
Texto publicado no jornal “Ecos da Sobreira”. Quando em janeiro vim ao funeral da minha tia Encarnação, prometi ao meu amigo P. Manuel Mendonça que viria cá novamente para uma conversa amiga mais repousante. Chegou agora o dia. Quis o nosso pároco recordar este momento com uma foto dos três convivas, sim, que visitas éramos …
A pedra danada
Manda o professor que eu invente um texto em que a palavra “pedra” fique destacada. E eu, olhando para as recordações do baú da minha já longa história, deparo logo com uma pedra malvada que um dia estragou o meu dia. Nem tudo são conquistas, êxitos e glórias no nosso viver. Também nos manchamos com …
Memórias de criança
Quando me ponho a ler textos de amigos a falar da nossa terra ou da nossa meninice, imediatamente a minha imaginação dá voltas e começa a visitar locais significativos de há muitos anos atrás. É um exercício rejuvenescedor, sem dúvida! Por isso, começo a escrever! Eu nasci em 39, o começo da 2.ª Guerra Mundial, …
Lembranças
A minha provecta idade faz-me recordar com frequência episódios do passado, pessoais e não só, mas geralmente felizes. Nasci no seio de uma família bem estruturada e fui a última de cinco filhos. Apareci de surpresa, sem ser esperada e, por essa razão, muito mimada, alvo de muitas atenções e super-protegida por uma empregada da …
História infantil
Estávamos no Alentejo em 1948. Certo dia, brincava eu com as meninas da minha idade, juntando algumas pedrinhas e começando a atirá-las para a ribeira que passava perto de nós só para ouvirmos o som que faziam ao bater na água. Assim nos íamos divertindo. Mas, a certa altura, uma das meninas tirou algumas pedrinhas …
Era assim a vida…
A aldeia onde nasci, situada na Beira, era como a maioria das aldeias de Portugal. Naqueles tempos, anos 40 do século passado, vivia-se com muitas dificuldades e havia fome. Os homens dedicavam-se à agricultura de subsistência, trabalhando nos campos de sol a sol para puderem angariar o sustento da família. Por vezes, “vendiam” os dias …
O Natal da minha infância
Ai que saudades dos Natais da minha infância na aldeia, que agora já se chama Vila de AMARELEJA. Ai que saudades dos jantares em família. Não costumávamos comer bacalhau. Ai que saudades da noite de Natal. Ai que saudades da minha família que já não está cá. Na noite de Natal, na minha casa, a minha …
A pedra danada
Manda o professor que eu invente um texto em que a palavra “pedra” fique destacada. E eu, olhando para as recordações do baú da minha já longa história, deparo logo com uma pedra malvada que um dia estragou o meu dia. Nem tudo são conquistas, êxitos e glórias no nosso viver. Também nos manchamos com …
