O MEU CONTACTO COM O CAMPO

(NOTA: A Lucinda respondeu ao apelo do professor!)

Vivi sempre na cidade, mas tinha amigas que viviam no campo e que tinham terras de lavoura.

Gostava de ver tratar a terra, fazer as sementeiras, cultivar as hortas com os legumes, semear, plantar, colher… Sempre gostei de ter conhecimentos disso.

No tempo das azeitonas, via muitas pessoas apanhar as azeitonas, o que eu achava que dava muito trabalho. Depois as azeitonas iam para o lagar para fazer o azeite. Não pagavam em dinheiro, mas uma parte das azeitonas era para o lagar.

No tempo da apanha dos figos, amêndoas, laranjas, alfarrobas, etc., havia muitas pessoas a fazer esses trabalhos e aí ganhavam ao dia. O jantar dos trabalhadores era às 16 horas, o que eu achava estranho porque em minha casa o jantar era mais tarde. Comiam um gaspacho de tomate, cebola, azeite e vinagre, orégãos, sal e água. Eu também gosto deste prato, pois de vez em quando estava no campo e também comia.

Havia muitos trabalhadores e nada se desperdiçava, tudo se colhia. Era uma vida simples mas saudável. Não se punha adubo, era tudo fertilizado com estrume. Perdeu-se tudo isso. Hoje é tudo diferente, mas não tem o valor e sabor de outrora.

Lucinda Janeiro

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