CANTO, KÁNTOR

Na aula de ontem, debruçámo-nos sobre o texto da Valéria, traduzindo e comentando. A Ucrânia é um país bastante desconhecido, por estar já muito longe de nós. Mas algo ficámos a saber, sobretudo acerca da sua cultura e da mistura de gentes que lá existem.

Eis a tradução para português correcto:

A minha cidade é Odessa. Cidade com uma história gloriosa. O maior porto do país e também o maior porto estratégico da região. Odessa tem um milhão e meio de habitantes. Esta cidade mistura a população de dez nacionalidades. A Odessa chegaram franceses, italianos, gregos, polacos, portugueses, etc. Odessa pertencia aos Cavaleiros da Ordem de Malta.

A arquitectura é idêntica à da Marselha, Nápoles e Lisboa. No século XIX existiam duas grandes comunidades de judeus: gregos e austríacos, os quais construíram duas grandes sinagogas. Graças à grande mistura de tradições e línguas, o russo não se usava muito.

Nesta época a palavra “Kántor” ganha sentido nagativo: «Tu és “Kántor” no coro da igreja», dito com ironia. “Kántor” era também a designação dos homens castrados que cantavam na sinagoga.

Como ameaça diz-se: se te portas mal vais ser “Kántor”.  E em Odessa esta expressão ainda se usa hoje.

Valéria

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