UM CANTONEIRO DE LIMPEZA

Um dia na vida profissional de um cantoneiro de limpeza

Levanto-me sempre cedo, quer trabalhe ou não. Entro no meu local de trabalho às 6.30 horas e começo por assinar o ponto.
De seguida, fardo-me, retiro o carrinho da varredura, encho a minha garrafa de água. Entretanto, as minhas colegas chegam, falamos sobre o tempo que fez durante a noite e, se houve vento forte, vou dar uma volta aos contentores que estão caídos e coloco-os no lugar. Verifico as sarjetas, despejo as papeleiras e varro as ruas que me foram distribuídas.
É habitual pararem junto de mim munícipes que me perguntam por esta ou aquela rua e eu adoro responder a essa questão.
Como cantoneiro, é difícil dizer ao munícipe que não deve colocar o saco do lixo no chão. Mais difícil é quando o munícipe varre o lixo do seu quintal para a rua. Por fim, pergunto: se trocássemos de lugar, achava bem que eu fizesse o mesmo?
Como munícipe, se eu olhar para trás, verifico que há uma grande falta de respeito pelo trabalho dos outros e por tudo, porque antes do 25 de Abril a recolha do lixo doméstico não era feita como hoje.
Houve, de facto, uma evolução muito grande e para melhor. Parabéns à Câmara e aos seus trabalhadores pelo trabalho realizado.

Manuela Marques – 10/01/2017

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