Alegra-nos muito ler estes testemunhos tão completos.  Isto é fechar com chave de ouro. AH

A minha relação com a Internet

Parece que foi ontem, mas já lá vão 34 anos. Estávamos em 1985 quando tive o meu primeiro contacto com a Internet. Na altura, trabalhava no departamento de Informática de uma grande empresa internacional.

A partir daquele dia, tudo mudou para melhor. O fluxo de comunicação passou a ser extraordinário e a uma velocidade imediata. O que antes era enviado por correio e recebido dias, semanas depois, passou a ser instantâneo.

Sem dúvida, a Internet foi uma ferramenta essencial na minha carreira e ainda hoje tem um papel muito importante nas minhas actividades diárias.

Sem a Internet não poderia tratar dos meus impostos, consultar contas bancárias, comprar bilhetes para espectáculos, fazer pesquisas e tantas outras tarefas.

Hoje, com a ajuda do meu “smartphone”, já não uso relógio, despertador, calculadora, lanternas, mapas, calendário nem lista de telefones. Igualmente sem utilização estão os dicionários e enciclopédias – agora, a informação é dinâmica e não estática. Páginas amarelas ou ligar o 118 já não existe.

Os jovens nascidos após 1990 não podem comparar o estilo de vida antes da Internet com a sua presente realidade, pois já nasceram com ela.

Há quem defenda que esta tecnologia cria desemprego. Discordo. No entanto, é verdade que há profissões que estão a desaparecer. A meu ver, ao longo de um certo período de tempo, trata-se de reciclagem para adaptação às novas realidades.

A Internet é indiscutivelmente uma ferramenta poderosa e de fácil manejo. Mas, como tudo na vida, também tem o seu lado maléfico, o qual é aproveitado pelas pessoas de mau carácter. Não é a Internet que criou a pedofilia, mas as pessoas. O mesmo se aplica às armas, são as pessoas que matam ao puxar o gatilho.

Para mim, a Internet é uma ferramenta essencial que me dá acesso imediato à informação e que me mantém perto dos familiares e amigos que estão longe.

Discordo quando se diz que a Internet nos tirou o contacto humano. Para mim, estar em filas para fazer algo, por vezes encarando com pessoas rudes pelo cansaço, não é o que chamo contacto humano. Usando a Internet, pelo contrário, consigo obter resultados mais rápidos, o que me liberta para outras actividades e real contacto humano com quem eu escolho para tal.

A tecnologia é algo maravilhoso e, apesar do seu estonteante progresso, só tenho pena de não ser ainda, no meu tempo de vida, chegar a viajar por tele-transporte.

P.S. – peço desculpa, mas sempre escrevo como aprendi e não seguindo as regras do Acordo Ortográfico
Abraço
M. Lurdes Hodgson

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