Hoje ganhei coragem e resolvi escrever sobre uma saída que fizemos este verão para o a zona do Oeste, tão cheia de património e natureza a explorar.
Uma tarde foi para o Museu da Lourinhã, que já conhecíamos, onde levámos a família para desfrutar novos conhecimentos. E digo-vos que vale a pena.
Este museu é fruto de um grupo de voluntários amigos, que se interessavam por explorar a natureza e conhecer o que existia à sua volta nos campos da Etnologia e da Arqueologia. Pouco a pouco, a sua exploração dos campos trouxe ricas descobertas, que até aos próprios deixou emocionados. A região da Lourinhã era, afinal, um repositório único de elementos arqueológicos que se prolongam até ao Jurássico, numa história de mais de 150 milhões de anos.
Os fósseis de dinossauros foram a maior surpresa, não só pela grande número e variedade de espécies, mas sobretudo por ali se encontrarem mais de dez espécies únicas no mundo, o que faz com que a Lourinhã seja uma referência internacional e seja visitada por muitos cientistas.
No museu, podemos observar muitos fósseis, como esqueletos, ovos de dinossauro e muitas ilustrações que nos levam a imaginar como seria aquele mundo de há milhões de anos. Corpos gigantes, com patas de galinha, dinossauros herbívoros, mas alguns também carn
ívoros, animais voadores, etc…
Também se destaca a presença de vegetação típica do Jurássico, como fetos arbóreos que conviviam com os dinossauros.
Deixando o espólio jurássico, podemos olhar para a Arqueologia, com os vestígios de uma necrópole neolítica, ossos e pedras-ferramentas e um menir como símbolo fálico e homenagem à fertilidade.
Pessoalmente, também gostei muito da secção de Etnografia, onde se retrata o modo de viver e as atividades económicas dominantes no concelho, talvez por me levarem aos tempos de criança e nela ver o pai e os tios em suas tarefas diárias.
As fotos que apresento são uma mostra do que reportei e por si falam melhor do que eu.
O Museu foi inaugurado apenas em 1984, tendo ocupado as antigas instalações do tribunal. Presto uma homenagem ao GEAL (Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã), com os seus valorosos entusiastas que iniciaram todo este trabalho.
E termino agradecendo a fantástica receção que tivemos da guia, que durante muito tempo dialogou connosco, esclareceu dúvidas e conviveu sem olhar ao tempo gasto com estes visitantes.
António Henriques



















